Para além de algumas pretensas lições de bom senso e boa educação, em matéria de formalismos protocolares (boa parte das quais poderiam ser extensivas ao trato com qualquer cidadão ou entidade), a preocupação desta Circular com o nível de relacionamento do Ministério Público com os titulares de órgãos de soberania, vem cercear a autonomia dos magistrados titulares dos processos, sem avocação formal dos mesmos, quando estejam em causa políticos de nomeada.
Já não basta o “estrito respeito e cumprimento das normas constitucionais e legais que regem as imunidades e prerrogativas que assistem a tais órgãos e entidades”, exige-se também a “percepção de que a relevância institucional de tais entidades e órgãos demandam, em determinadas situações, a intervenção e intermediação de graus de hierarquia superiores”.
Submetendo a legalidade ao primado do respeitinho, almeja-se uma magistratura cortesã, que pelos vistos cortês não basta.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
sábado, 15 de outubro de 2011
Retornados
Os inimigos públicos
Acudir à emergência nacional onerando, de forma objectivamente discriminatória, os rendimentos dos trabalhadores do sector público, é não só inconstitucional (excepto para o TC que temos ...), como imoral.
Obrigar um grupo minoritário a arcar com os ónus do desvario colectivo, tem tradição e poderá ter vários nomes, nenhum dos quais é Equidade.
Obrigar um grupo minoritário a arcar com os ónus do desvario colectivo, tem tradição e poderá ter vários nomes, nenhum dos quais é Equidade.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Ronda das livrarias
(Almedina, Junho de 2011 – trad. por Alberto Luís)
Uma reflexão acutilante sobre os dilemas tradicionais da advocacia, o actual crepúsculo da profissão liberal e alguns caminhos para que o Advogado “seja útil aos cidadãos e não nocivo ao sistema em que opera”. Termina com uma exortação aos “colegas demasiado cansados de luta” e aos “jovens impacientes de a empreender sem sonhos”.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Releitura do dia
“Ética republicana e reforma do Estado”, artigo de Jorge Miranda, no “Público” de 30 de Set. p.p. (p. 43 – link não disponível).
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Uma questão de honra
No mundo dos homens de leis, lutar para que se faça Justiça não é profissão, é uma opção de vida.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Magistratura e estratégias processuais
Não definindo o Ministério Público critérios objectivos que norteiem as decisões de requerer a intervenção de tribunal de Júri, a gestão da oportunidade desse requerimento sempre se prestará a leituras que não abonam a acusação e não contribuem para credibilizar os julgamentos com intervenção de jurados.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
quarta-feira, 29 de junho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Paralamentar
O convite a Fernando Nobre foi um disparate. Mas a sua não eleição é um péssimo prenúncio. Demonstra, antes de mais, que a nova maioria está mal colada e que as prioridades de Portas são condicionar e ganhar influência. Mas revela, também, que o principal partido da oposição descarta, na primeira oportunidade, o sentido de Estado que seria expectável. Os jotas continuam a politicar à beira do abismo.
sábado, 18 de junho de 2011
A morte de Fontes
Se o desaparecimento do Ministério das Obras Públicas for sinónimo de subordinação das ditas aos desígnios do desenvolvimento económico e da coesão social e territorial, sustentável, pondo um açaime nos vampiros do regime, que trazem no ventre despojos de betão e de alcatrão, em molho de PPP’s – nada a opor.
Rubedo
O famigerado caso do “copianço” no CEJ não passa de mais um corolário da tentação alquímica de transformar jovens quase acabados de sair dos bancos das Faculdades em Juízes.
Visões extremas e perversas do paralelismo das magistraturas não devem continuar a adiar as reformas que se impõem em matéria de recrutamento e formação dos Magistrados. Reformas que devem potenciar o essencial: as garantias de independência / autonomia, de ética e de competência dos depositários dos poderes que a Constituição confere às magistraturas.
Visões extremas e perversas do paralelismo das magistraturas não devem continuar a adiar as reformas que se impõem em matéria de recrutamento e formação dos Magistrados. Reformas que devem potenciar o essencial: as garantias de independência / autonomia, de ética e de competência dos depositários dos poderes que a Constituição confere às magistraturas.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Depois desta campanha
As palavras que podem qualificar o que assistimos, não precisam de aqui ser reproduzidas.
Se não acabar esta política-vaudeville (do pior) será ela a acabar com o regime.
A Democracia exige uma revolução. Pela cidadania activa e contra a anomia. Os actuais partidos têm de ser tomados por dentro e/ou refundados. O que só sucederá com o empenhamento – generalizado - dos que, sendo sérios, capazes e profissionalmente independentes da política, têm algo para dar à polis, desinteressadamente. E sem dependência de interesses.
Ainda não há razões para acreditar que ande por aí moeda boa. Mas há uma que é, comprovadamente, má. Reconhecê-lo, para todos os efeitos, é uma questão de bom senso.
Ter visões, um antídoto para os pesadelos.
Se não acabar esta política-vaudeville (do pior) será ela a acabar com o regime.
A Democracia exige uma revolução. Pela cidadania activa e contra a anomia. Os actuais partidos têm de ser tomados por dentro e/ou refundados. O que só sucederá com o empenhamento – generalizado - dos que, sendo sérios, capazes e profissionalmente independentes da política, têm algo para dar à polis, desinteressadamente. E sem dependência de interesses.
Ainda não há razões para acreditar que ande por aí moeda boa. Mas há uma que é, comprovadamente, má. Reconhecê-lo, para todos os efeitos, é uma questão de bom senso.
Ter visões, um antídoto para os pesadelos.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Iliteracia ética
Há dois milénios que se afirma que aos gestores da coisa pública não basta não dever e não temer.
Alguns ainda não compreenderam.
Alguns ainda não compreenderam.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Falinhas mansas

Enquanto a geração do abismo continua a politicar, que para mais não dá, esgotou-se o tempo das falinhas mansas.
O catroguês é curto. O sentido de Estado já só se exprime em formas superiores de vernáculo.
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