quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Desfaçatez e consequência

É sempre reconfortante ver que mais um ultra encontrou a sua estrada de Damasco.

Talvez agora possa reponderar a oportunidade de anunciadas concessões de serviços públicos essenciais, num sector onde nunca existiu, sequer, um arremedo de regulação.

sábado, 17 de maio de 2014

A limpeza da Nação




O Governo calendariza a feitura de colheres de pau, António José continua a ser o Seguro, Cavaco inconsegue e o Tribunal Constitucional faz-se de morto.

sábado, 26 de abril de 2014

Interpelação actual

(aos defensores da democracia liberal):

"... vamos acabar com o estado a que chegámos!"

(Salgueiro Maia, 25-04-1974)

quinta-feira, 24 de abril de 2014

domingo, 13 de abril de 2014

Concentremo-nos no cerne

A fazer fé em várias sondagens, neste momento os portugueses anseiam por Rui Rio e António Costa. 

Os partidos insistem, porém, em oferecer-lhes Passos Coelho e António José Seguro, acolitados pelo irrevogável Paulo Portas.

Ao novos Desejados, o sistema contrapõe um rotativismo de jotas descredibilizados.

A gangrena do regime nasce deste divórcio. Atalhá-la, passa por promover a reconciliação dos eleitores com os mecanismos de representação.

Honra lhe seja feita


Não estou a ver este Homem a reivindicar um privilégio à palavra, na casa da Democracia.

MFA


A Democracia deve ter memória, mas não tem donos (pelo menos desde 1982).
(quanto às tontices, ficam com quem as pratica)

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Educar a rapaziada

Depois das fusões abandonadas e das fusões esquecidas, na Horta Seca tocam trombetas anunciando fusões extravagantes.

Com tanto fusível fundido, será talvez preferível fundir o Governo com a Casa do Gaiato.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Sentido proibido

Os bancários que pontificam no Governo estão a ficar sem margem de manobra.

É desta que obrigam o homem das PPP a fazer o que ainda não foi feito?

Romântico mas não trôpego

Num exercício de legítima defesa mediática, o Tribunal Constitucional geriu muito bem – e sem excesso – a crise do acórdão; antes e depois.

domingo, 8 de dezembro de 2013

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Significância

Com um Bastonário em que se revê 31% da classe, a Ordem dos Advogados vai continuar na senda da irrelevância.

domingo, 10 de novembro de 2013

Liberdade

Não queremos barreirinhas, queremos salto em altura!

(mural anarquista, em Lisboa, c. 1975)

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

terça-feira, 22 de outubro de 2013

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Não nos Palmem Por Parvos

Este banqueiro veio, magnanimamente, sugerir a renegociação do serviço da dívida das PPP. “Não é deixar de pagar”, avisa, apenas uma dilação do período de carência (com eventuais contrapartidas que não especifica).

A solução das desvairadas PPP que temos – que tem vindo a ser iludida pelos próximos da banca no Governo – terá de ser outra. Não estando o Estado em condições de cumprir todos os compromissos que assumiu, a equidade ditaria a revisão da generalidade das taxas internas de rendibilidade, que se afiguram pornográficas nas actuais circunstâncias. A alteração de circunstâncias, o estado de necessidade e a compressão do princípio da confiança não podem ser invocadas apenas nos contratos do Estado com partes mais fracas … A realpolitik poderá ditar outro caminho, aceitável: a “compra” das PPP, financiada com encargos consideravelmente mais moderados que o “não deixar de pagar”.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Plano de fuga

Falhada a reforma do Estado, avança uma descarada provocação ao Tribunal Constitucional. Só faltou requerer expressamente o “chumbo” que se quer como pretexto.

Se Cavaco ainda existir, desta vez a fiscalização deverá ser preventiva.

E as alternativas terão de ser apressadas.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Por este andar, não há eleições


Tribunal recusa candidatura susceptível de induzir os cidadãos eleitores em erro”.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Quem nunca sentenciou, opina.

A decisão judicial deve ponderar os argumentos das partes, sem cair na tentação de contra-alegar. O discurso do causídico não é o do julgador.

A decisão judicial deve abster-se de considerações desnecessárias à sua fundamentação. E deve abster-se, em absoluto, de argumentários que, para além de desnecessários, se afigurem polémicos e possam ser descontextualizados.

A decisão judicial deve comunicar eficazmente com o público alargado que hoje a pode escrutinar. As competências de comunicação do julgador são o melhor remédio para a impreparação ou ligeireza de muitos mediadores / comentadores.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Ferrovia na crise

Quando às tentações da crise se junta a garotice de alguns decisores de nomeação política, certos processos de decisão, baseados exclusivamente em risk assessment feitos à medida, dão no que dão.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

É a hora?

Cavaco diz que agora tem de ser a sério. Vem tarde. Mas, se os três fedelhos não se entenderem, a palavra deve ser devolvida aos militantes dos partidos dos ditos.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Não regulam

No ponto em que estamos, parece que só um Congresso do PSD poderá pôr algum senso no funcionamento das instituições desta república.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Triângulo das Bermudas

A 12, foi-se outro vértice. O que falta, fez-lhe o epitáfio, com o costumado nível.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

quinta-feira, 4 de abril de 2013

quarta-feira, 3 de abril de 2013

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Diário de bordo



Regressámos aos mercados. Chegaram os recibos de vencimento de Janeiro.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Não mudam

Convocar uma manifestação com o lema Cerco ao Parlamento, é coisa de inimigos da Democracia. Ponto.
Se os parlamentares que vamos tendo são, em geral, uma nódoa, os cidadãos só podem queixar-se de si próprios. O lugar a ocupar é outro.

Voto de confiança

Hoje esfuma-se um dos vértices do triângulo das Bermudas judiciário.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Simplex


António Costa continua muito forte na criação de sound bites.

domingo, 16 de setembro de 2012

Nova receita de Cocktail Molotov

Junta-se 1 jota e 1 tecnocrata desprovido de dimensão política, doses generosas de auto-estima e espera-se q.b..

sábado, 15 de setembro de 2012

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Contagem decrescente

Se a Justiça democrática também não souber lidar com isto, a palavra de ordem não será reforma.

Fontes abertas

Bastava estar atento às ditas, para perceber no que se tornaram os serviços de informações.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Incontinências

Marinho Pinto a favor da saída da prisão de Duarte Lima.

Bem sei, é só mais uma das inúmeras declarações públicas do Senhor Bastonário que o Estatuto da OA não consente. Terá caído em desuso, talvez. “Vale o costume sem lei …”, também sabemos. Mas ficaria mais descansado se alguém fosse verificar os sinais vitais do Conselho Superior da OA.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

terça-feira, 8 de maio de 2012

Obama - Hollande

A mesma palavra de ordem. A mesma espessura. Provavelmente, o mesmo saldo.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

A tragédia da Rua d’ “O Século”

A designação de novos Juízes para o Tribunal Constitucional deveria ser notícia sem margem para polémicas. Mais uma vez, não é.

Mantenho o que por aqui comentei. Não há sistema que possa resistir à falta de sentido de Estado dos decisores.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Imposto

Ando a pagar quotas para uma entidade reguladora que não existe.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Vamos brincar à transparenciazinha?

Os ímpetos de combate à corrupção e ao enriquecimento ilícito dos titulares de cargos públicos, por via declarativa, remontam, pelo menos, à legislação de Filipe IV de 1622-23, retomada por D. João IV em 1654-55, que instituiu a obrigatoriedade de declarações de património.

No tempo em que foram escritos a Arte de Furtar ou o Sermão do Bom Ladrão, queria D. João IV “atalhar quanto for possivel a desordenada cobiça, que he raiz de todos os males”, ordenando “que todos os Ministros que ao presente me servem, ou servirão desde o anno de mil seiscentos e quarenta a esta parte sejão obrigados a dar, & com effeito em termo de dois meses, Relação ou Inventario assinado & jurado de todos os bens ou fazenda que cada hum dos dittos Ministros ou Officiaes tiverem , & possuirem ao tempo de fazerem o tal inventario & assim os mais que tiverão, & possuirão quando entrarão a servir os dittos cargos & officios”.

Três séculos e meio depois, já é tempo de reconhecer que a arte de furtar convive bem com a transparência declarativa, tirando as devidas ilações em matéria de prioridades de actuação e de alocação de meios.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Leitos eleitos

“Um Chefe de Estado eleito pela História”, reclamam. Ainda se fosse pela Filosofia …

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Fitas

Quando as ideias são curtas e o casting é mau, o resultado só pode ser uma nódoa.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Livraria Portugal

Por estes dias, em que só a mediocridade é competitiva, uma reputada livraria, com excelente localização, conhecida por vender livros que mais ninguém tinha e pelo saber enciclopédico dos seus profissionais, obviamente encerra.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Convite

(clicar para ampliar)

Outros défices

As magistraturas têm, a vários níveis, défice de liderança. Muitos pensarão até que se trata de matéria alheia ao funcionamento das ditas.

No Ministério Público acresce um défice de funcionamento das hierarquias, nos termos e com os limites estatutariamente consagrados, em prejuízo da eficiência e eficácia e da igualdade dos cidadãos perante lei.

Independentemente da opinião que se perfilhe quanto à bondade ou oportunidade desta iniciativa, a discussão que gerou em torno da regionalização ou mesmo pulverização do Ministério Público teve a virtude de pôr a nu as actuais assimetrias de liderança, confirmando o descomunal défice existente no topo.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Bomba-relógio

Um destes dias, estas notícias falarão de magistrados e não haverá argumentos que possam colar os cacos.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O PREC cosmopolita

Da energia aos transportes e outros SIEG, as actuais perspectivas são de consolidação de monopólios e sua entrega à gestão pública, por empresas públicas estrangeiras.

Que o novo ano nos surpreenda, pela prevalência do realismo sobre a nossa ancestral irrealidade, são os meus votos.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Magrezas do Estado

O património cultural ferroviário é um assunto demasiado sério para continuar entregue aos ferroviários.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Vasos comunicantes

Quando em 09 de Junho de 2003 entrei na blogosfera, com um post a propósito do Dr. Marinho e Pinto e das relações Magistrados / Advogados, não podia suspeitar que o que então eram abusos pontuais seria, a breve trecho, prática corrente, dominando o espaço público.

Isto, isto, ou isto …, são meros exemplos do circo institucional em que a Justiça actualmente se degrada, que de tão banais quase não suscitam reparo.

Becas e togas, são feitas do mesmo pano, diz-se. Mas o pano vestido pela maioria das mulheres e homens do foro só pode ser distinto do usado pelos que hoje institucionalmente os representam. Não estamos condenados ao estado a que isto chegou.

Tendência ou coincidência?

Hoje, a PGR é notícia, por duas vezes, por não inquirir.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O sexo dos anjos?

Não parecendo curar das reiteradas violações do dever de reserva ou de outras questões candentes que abalam o crédito da magistratura judicial, o CSM estará, por certo, ocupado com temas de superior transcendência.

Razão e Moral

Mesmo se cheias de razão, há declarações que o pudor mandaria calar.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Ensaio sobre a cegueira

Quando a greve é um tiro no pé, quem usa essa arma tem problemas de visão.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Poços de silêncio



Passados onze dias sobre esta notícia (tanto quanto apurei, não desmentida), continuam a ecoar num ensurdecedor silêncio institucional duas questões:
- Pode um magistrado judicial ser contratado e receber pagamento, designadamente em regime de avença, para emitir regularmente opiniões / comentários em meios de comunicação social, atento o disposto no artº. 13º. do Estatuto dos Magistrados Judiciais?
- Deve um Bastonário da Ordem dos Advogados em exercício, receber pagamento por opiniões / comentários sobre questões de Direito e Justiça em meios de comunicação social?

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Legalidade e respeitinho

Para além de algumas pretensas lições de bom senso e boa educação, em matéria de formalismos protocolares (boa parte das quais poderiam ser extensivas ao trato com qualquer cidadão ou entidade), a preocupação desta Circular com o nível de relacionamento do Ministério Público com os titulares de órgãos de soberania, vem cercear a autonomia dos magistrados titulares dos processos, sem avocação formal dos mesmos, quando estejam em causa políticos de nomeada.

Já não basta o “estrito respeito e cumprimento das normas constitucionais e legais que regem as imunidades e prerrogativas que assistem a tais órgãos e entidades”, exige-se também a “percepção de que a relevância institucional de tais entidades e órgãos demandam, em determinadas situações, a intervenção e intermediação de graus de hierarquia superiores”.

Submetendo a legalidade ao primado do respeitinho, almeja-se uma magistratura cortesã, que pelos vistos cortês não basta.

sábado, 15 de outubro de 2011

Retornados


Eis-nos retornados às possibilidades do país real.
Para quem já viveu outros retornos, a determinação terá de ser a mesma.
Aos virgens, poderão aproveitar algumas dessas estórias.

Os inimigos públicos

Acudir à emergência nacional onerando, de forma objectivamente discriminatória, os rendimentos dos trabalhadores do sector público, é não só inconstitucional (excepto para o TC que temos ...), como imoral.
Obrigar um grupo minoritário a arcar com os ónus do desvario colectivo, tem tradição e poderá ter vários nomes, nenhum dos quais é Equidade.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Ronda das livrarias


(Almedina, Junho de 2011 – trad. por Alberto Luís)


Uma reflexão acutilante sobre os dilemas tradicionais da advocacia, o actual crepúsculo da profissão liberal e alguns caminhos para que o Advogado “seja útil aos cidadãos e não nocivo ao sistema em que opera”. Termina com uma exortação aos “colegas demasiado cansados de luta” e aos “jovens impacientes de a empreender sem sonhos”.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Releitura do dia

“Ética republicana e reforma do Estado”, artigo de Jorge Miranda, no “Público” de 30 de Set. p.p. (p. 43 – link não disponível).

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Uma questão de honra

No mundo dos homens de leis, lutar para que se faça Justiça não é profissão, é uma opção de vida.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Magistratura e estratégias processuais

Não definindo o Ministério Público critérios objectivos que norteiem as decisões de requerer a intervenção de tribunal de Júri, a gestão da oportunidade desse requerimento sempre se prestará a leituras que não abonam a acusação e não contribuem para credibilizar os julgamentos com intervenção de jurados.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Paralamentar

O convite a Fernando Nobre foi um disparate. Mas a sua não eleição é um péssimo prenúncio. Demonstra, antes de mais, que a nova maioria está mal colada e que as prioridades de Portas são condicionar e ganhar influência. Mas revela, também, que o principal partido da oposição descarta, na primeira oportunidade, o sentido de Estado que seria expectável. Os jotas continuam a politicar à beira do abismo.

sábado, 18 de junho de 2011

A morte de Fontes

Se o desaparecimento do Ministério das Obras Públicas for sinónimo de subordinação das ditas aos desígnios do desenvolvimento económico e da coesão social e territorial, sustentável, pondo um açaime nos vampiros do regime, que trazem no ventre despojos de betão e de alcatrão, em molho de PPP’s – nada a opor.

Também digo

Oxalá!

Fernet-Branca


Não dispenso. Para digestões mais difíceis.

Rubedo

O famigerado caso do “copianço” no CEJ não passa de mais um corolário da tentação alquímica de transformar jovens quase acabados de sair dos bancos das Faculdades em Juízes.

Visões extremas e perversas do paralelismo das magistraturas não devem continuar a adiar as reformas que se impõem em matéria de recrutamento e formação dos Magistrados. Reformas que devem potenciar o essencial: as garantias de independência / autonomia, de ética e de competência dos depositários dos poderes que a Constituição confere às magistraturas.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Depois desta campanha

As palavras que podem qualificar o que assistimos, não precisam de aqui ser reproduzidas.

Se não acabar esta política-vaudeville (do pior) será ela a acabar com o regime.

A Democracia exige uma revolução. Pela cidadania activa e contra a anomia. Os actuais partidos têm de ser tomados por dentro e/ou refundados. O que só sucederá com o empenhamento – generalizado - dos que, sendo sérios, capazes e profissionalmente independentes da política, têm algo para dar à polis, desinteressadamente. E sem dependência de interesses.

Ainda não há razões para acreditar que ande por aí moeda boa. Mas há uma que é, comprovadamente, . Reconhecê-lo, para todos os efeitos, é uma questão de bom senso.

Ter visões, um antídoto para os pesadelos.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Iliteracia ética

Há dois milénios que se afirma que aos gestores da coisa pública não basta não dever e não temer.

Alguns ainda não compreenderam.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Falinhas mansas


Enquanto a geração do abismo continua a politicar, que para mais não dá, esgotou-se o tempo das falinhas mansas.

O catroguês é curto. O sentido de Estado já só se exprime em formas superiores de vernáculo.




sexta-feira, 13 de maio de 2011